Friday, March 7, 2014

Livros: Richelle Mead

Quem me conhece bem sabe: AMO ler. Jane Austen, Dostoyevsky, Stephen King, Dean Koontz, Marian Keyes, Poe, Ayn Rand, Dickens, Anne Rice, Hermann Hesse... Diferentes autores, diferentes estilos, uma paixão.

Hoje, venho apresentar-lhes uma autora cuja obra eu conheci quando estava na quinta série. Minha relação (platônica) com ela é de amor e ódio. Digo, não ódio. Ódio é uma palavra pesada. O correto seria dizer "frustração" ou "estresse". A fulana de tal é a Richelle Mead.

Richelle Mead, além de ser a ruiva maravilhosa da foto ao lado (com cara de bruxa/vampira), foi a autora que me salvou da minha obsessão com obras vampirescas. Eu estava na quinta série, havia acabado de ler todos os livros da L.J. Smith, todos os livros da Anne Rice, tinha lido o Drácula umas quinhentas milhões de vezes... Enfim. Eu queria mais. Era uma coisa louca, quase doentia. Eu pegava um livro, por exemplo, da Anne Rice, na biblioteca pública, depois da aula (que acabava por volta das 17h), voltava para casa, fazia o "para casa", jantava, tomava banho, falava "vou dormir" pros meus pais e ia ler. E eu não ia dormir enquanto o livro não acabava. Virei umas 3 noites nessa loucura, cada noite com um livro diferente, e no 4º dia eu tive um colapso - e dormi por 20 horas ininterruptamente. Então, no 5º dia, tendo recuperado o sono, fui caçar mais coisa vampiresca pra ler. Saí fuçando na internet e caí num fórum de ficção científica e alguém havia sugerido conferir a Richelle Mead.

Nascida no dia 12 de novembro de 1976, Mead me salvou da minha obsessão com obras vampirescas porque ela expandiu minha obsessão - fui de vampiros para...tudo. ETs, metamorfos, súcubos, incubus, lobisomens, bruxos, sei lá. Tudo. (Ou seja, ela me salvou de uma maldição e me condenou a outra pior, mas enfim) O ruim de ter obsessão com obras de fantasia e afins é que é difícil ler livros que não são "mais do mesmo", que não são entediantes e repetitivos, como Twilight. No entanto, a queridinha do dia me fascinou (quem me conhece sabe que isso é muito difícil). Ela é autora de 5 séries e vários contos, todos de fantasia. Vejam só:

"Como se amar não fosse difícil o suficiente! Imagine ser incapaz de encostar no seu namorado sem sugar a alma dele. Seja bem-vindo ao mundo de Georgina Kincaid, uma súcuba relutante que aparentemente sempre se encontra no meio de uma intriga sobrenatural. Essa série adulta de fantasia urbana marcou o debut de Richelle como uma escritora publicada. Jim Butcher, autor de bestsellers da New York Times, disse o seguinte sobre Succubus Blues (1º livro da série): '...uma leitura envolvente, em um mundo extraordinariamente tangível, crível, vivo, com uma protagonista de simpatia e profundidade inesperadas.'" - Retirado do site da autora (link). 
Traduções: Já disponíveis (link).

Comentários: A saga narra as aventuras de Georgina, uma súcuba - ou seja, um ser que se alimenta da energia sexual dos outros. Georgina é uma das minhas personagens de ficção favoritas (um pouco parecida com a Bo, de Lost Girl, que também é súcuba). Ousada, corajosa, curiosa (curiosíssima, assim como eu, hehe), bondosa e, de vez em quando, assustadora (assim como eu queria ser). O primeiro livro da Richelle Mead que eu li foi o primeiro livro da saga - Succubus Blues (ou A Canção do Súcubo), e, de todos da saga, foi o que eu mais gostei. {Spoiler! Meu coração faltava sair pela boca de vez em quando, porque nossa heroína se apaixona por um ser humano - e já sabemos muy bien que amores proibidos sempre causam muita merda confusão.} Leitura divertida, fácil, rápida e, o melhor, todos os livros já foram lançados, então quem resolver começar a ler agora não vai sofrer como eu sofri esperando o próximo livro ser lançado (eis o motivo da minha frustração). Ah, definitivamente não recomendo a leitura para quem está na quinta série (que foi quando eu li) uma vez que há muitas cenas sexuais.

"Duas raças de vampiros andam pelo nosso mundo. Uma, a Moroi, é de vampiros vivos que praticam mágica elementar. A outra, Strigoi, é de mortos-vivos que se alimentam de inocentes para sobreviver. Rose Hathaway - uma mestiça com pouco auto-controle - está treinando para ser guarda-costas de uma princesa Moroi. Aprender a decapitar e a empalar já é difícil o suficiente, mas o verdadeiro perigo para Rose pode estar em um romance proibido com um de seus instrutores." - Retirado do site da autora (link).
Traduções: já disponíveis (link).

Comentários: Leiam, leiam, leiam! ♥ Se eu fosse descrever a série em uma palavra, essa palavra seria desespero. Sério, é difícil eu sentir a ansiedade, o desespero, a agonia, que senti ao ler esses livros. O único outro autor que me fez sentir tamanho desespero foi o Stephen King, que, convenhamos, é um mestre. Nunca vi uma personagem {a senhorita Rose, uma dhampir, meio humana, meio Moroi} ser capaz de arrumar tanto problema e escapar quase sempre por um triz. "ROSE, SUA BURRA!" e "Ai, que idiotas!" foram os pensamentos mais frequentes, rê. Aproveitem que todos os livros já foram lançados/traduzidos e comprem (ou peguem emprestado, sei lá) tudo de uma vez, porque, se vocês gostarem que nem eu gostei, só vão conseguir largar depois de terem lido até o último ponto final da última página do último livro. A leitura é fácil (como a leitura da maioria dos livros para jovens adultos é) e super divertida (se você é um ser bizarro como eu que gosta de sentir desespero). Para vocês terem uma noção de quão cativante a história é: enquanto esperava o próximo livro da saga sair, eu ficava relendo os anteriores nonstop, ou seja, já li cada livro umas 4 vezes. Ah, em fevereiro, foi lançado o filme Vampire Academy (link) - não assisti ainda, as críticas que li não foram das melhores, mas a própria autora amou (tá no blog dela! {link}).


"A história de Rose pode ter tido um desfecho na série Academia de Vampiros, mas ainda há muito a ser contado sobre as outras personagens daquele mundo. Bloodlines é um spin-off de Vampire Academy, centrado na Sydney, uma alquimista/humana adolescente que faz parte de um grupo que ajuda a manter a existência dos vampiros em segredo. Sydney passou sua vida inteira aprendendo que vampiros e dhampirs são malvados e anormais, mas isso tudo está prestes a mudar quando ela for forçada e se esconder com Jill, Adrian e Eddie..." - Retirado do site da autora (link).
Traduções: já disponíveis (link).

Comentários: Ugh, mais frustração! A Richelle podia lançar os 6 livros de uma vez só, né? Haha. Enfim. Bloodlines é, também, super cativante. Gosto mais de Bloodlines do que da saga Georgina Kincaid. As personagens estão melhor trabalhadas, mais maduras e interessantes - é sempre um prazer ler cenas na qual Adrian está presente, devido ao senso de humor que ele tem; a queridinha Rose, de Vampire Academy, também aparece de vez em quando; Zoe é a alquimista, e, quando comparada com Sydney, nota-se claramente o tanto que Sydney mudou e cresceu ao longo da saga, principalmente {Spoiler! após começar a relacionar-se com Adrian.} O suspense é muito bem trabalhado (esperado) e... eu quero muito ler o sexto livro, que ainda não foi lançado e cujo nome eu não sei (se alguém souber, comente!), pois é.. Ou seja, fofinhos: comecem a ler somente após todos terem sido lançados (se eu pudesse voltar no tempo, é isso o que eu faria), se não desejam ansiedade/frustração.


"Eugenie Markham não queria nada disso. Até agora, ela está contente com seu trabalho como um xamã freelance, lutando e banindo criaturas do Outro Mundo. Quando uma profecia a transforma na solteira mais popular do Outro Mundo, Eugenie se vê lutando contra os pretendentes sobrenaturais, bem contra os males que começam a emergir de seu passado...- Essa é a segunda série de Richelle para adultos. Patricia Briggs, autora da série Mercy Thompson, descreveu-a como: "Grandes personagens, mundos escuros, e apenas o toque certo de humor. Uma ótima leitura."" - Retirado do site da autora (link).
Traduções: (link). 

Comentários: A fulana de tal da Eugenie do nada fica hiper famosa e tem de sair matando quem quer se casar com ela. Brincadeirinha. A história é muito mais desenvolvida do que isso, mas eu não gostei muito. Gostei, mas não muito. Não me entendam erroneamente. Parece uma história de videogame. Sei lá. É divertida a série? Sim. O enredo desenvolve-se com uma velocidade até boa e é uma leitura fácil de se acompanhar, além de ser, até certo ponto, cativante - mas isso é marca registrada da autora. No entanto, não achei necessário ter 4 livros para narrar a história que Richelle narrou, acho que ela enrolou um pouco. Ela poderia ter encurtado que ainda ficaria legal. Os 4 livros seriam "necessários" caso houvesse mais coisa sendo narrada, sabem? Enfim. Nota da autora sobre a série: "No momento, Shadow Heir (ou Herdeiro das Sombras) é a conclusão para a série Dark Swan. Como muitos sabem, definitivamente há espaço para mais história! Eu gostaria de escrever um quinto livro, mas outros compromissos surgiram, então isso deve levar muito tempo. Mas eu manterei vocês informados! Dedos cruzados." 


"Situada em um futuro não distante, esta nova série começa depois de um vírus mortal ter reduzido a população mundial e reestruturado as fronteiras e os países. A República da América Norte tem lutado seu caminho para fora das cinzas para se tornar o país mais avançado do mundo ao aderir-se a políticas forçadas de reprodução geneticamente controlada e negação do sobrenatural. Mas a RUNA passa a questionar seus princípios fundadores quando forças estranhas começam a atuar no mundo, forças entre as quais um brilhante, mas decadente, exilado e um super soldado aristocrata se encontram..." - Retirado do site da autora (link).
Traduções: Ahammm (link - tá no final da página).

Comentários: Imagem grande das capas dos livros porque só foram lançados dois, por enquanto. Ou seja... Corram para as colinas, prendam-se às pedras e não leiam enquanto todos não forem lançados. Rê. Em um estilo diferente e destinado a um público alvo mais maduro (ou seja, adultos, e não pirralhos caçando obras vampirescas), a série é interessante, sim. Não é a melhor série que já li, mas vale a pena ser lida se você gosta da autora ou gosta de ficção científica futurística (ou ambos ou se você gosta de ler qualquer coisa que aparece na sua frente, que nem eu). Essa é a série mais recente da autora. 


O que acharam? Alguém já conhecia a Richelle Mead? Quais livros vocês já leram dela e o que acharam? Tiveram interesse por ela após lerem a postagem? Comentem! 

-xoxo ♥ 

Friday, January 10, 2014

MUSIC: 15 most listened to albums of 2013

I always try to keep track of the music scene. I search for new artists to listen to while also keeping an ear out to the ones I already know. In 2013, it wasn't any different. Except maybe for the huge amount of albums my favourite artists decided to release. I bought many CDs, did the whole pre-order waiting thingy, almost went bankrupt - thank goodness for friends who give me gifts. 

Last year, I published a huge post on my fav 2012 albuns. So, keeping the tradition...

- I sorted the albums by the artists' names.

Artist: Ally Burnett 
Album: 27 EP

Artist: A Day To Remember
Album: Common Courtesy 

Artist: Christina Grimmie
Album: With Love 

Artist: City & Colour
Album: The Hurry and the Harm

Artist: Demi Lovato
Album: DEMI

Artist: Fall Out Boy
Album: Save Rock and Roll

Artist: Haim
Album: Days Are Gone

Artist: Icon For Hire
Album: Icon For Hire

Artist: New Years Day
Album: Victim to Villain

Artist: Paramore
Album: Paramore

Artist: Queens of the Stone Age
Album: Like Clockwork

Artist: Tegan and Sara
Album: Heartthrob

Artist: The Devil Wears Prada
Album: 8:18

Artist: The Material
Album: Everything I Want to Say

Artist: Tonight Alive
Album: The Other Side


Hope you guys didn't fell asleep while scrolling down the page! Do you know any of these artists? What were your favourite 2013 albums?

Thursday, January 2, 2014

Some 2014 plans

Finally some free time all to myself. Bye bye, high school. You didn't suck, but you won't be missed. The crazy study routine will not be missed either. Anyways, lemme kick off 2014 right and get on my plans for this year...

(I'd originally written this post in Portuguese, so bear with the portuguese coloured banners on the illustrations. There are English translations, though. -x)
Redo my closet. 
 
Learn a new language.
Learn how to cook properly.
Get a gym membership. Lose weight!!!

Read a ton!


Travel a lot! Go abroad at least once.


Get a new job.


Develop zen habits.


Is it a lot to want to get at least 4 of these plans done by the end of the year? What are your plans?

Sunday, March 17, 2013

Livros: alguns


Me forcei a retomar meus antigos hábitos de leitura - um livro a cada 2 ou 3 dias. Era assim desde que aprendi a ler até 2009 (quando entrei no Bernoulli e o conceito de 'tempo livre' virou ilusão). Devorava livros. Devorarei livros. Mas não sei porquê tive de resolver fazer isso agora, justo no 3° ano, quando não tenho tempo nem para dormir direito. Esperteza demais da minha parte. Mas, como sou super enrolada para tomar qualquer decisão sobre minha vida (por mais banal que seja), sempre sigo com a decisão que tomei. Sempre, independendo de fatores que sejam contrários -tipo a falta de tempo. 

Acho que até agora, desde que 2013 começou, já li mais livros do que li ano passado. Pois é... Claro que, para tal façanha, virei uma anti-social total, passo a maioria dos recreios lendo, leio esperando ônibus, leio no ônibus. Viva os e-books! (Prefiro mil vezes ler um livro do que um e-book, mas como livro é um artigo de luxo aqui no Brasil, do papel mais caro e mais pesado -não gosto de carregar muito peso por aí- e eu detesto ler traduções,os e-books acabam quebrando o galho.)

Não sei se estão acompanhando o blog, mas há uma caixinha na barra lateral direita onde consta o livro que estou lendo no momento - "Currently reading". Então, vou tentar fazer uma breve descrição/resenha dos livros que aparecem no 'Currently reading' (eis o projeto literário!). Hoje, farei de dois (senão a post ficará mais gigante).



Wintergirls - Laurie Halse Anderson
★★★☆☆
Um livro até relativamente bem escrito (não sei se tem tradução, li a versão original mesmo), mas peca bastante quando se trata de aprofundamento, desenvolvimento da trama (daria 4 estrelas se não fosse por isso). A maioria das resenhas que li trata o livro como um livro sobre anorexia. Não, não é. Sim, a personagem principal, Lia, lida com problemas alimentares, mas o livro vai além disso - Lia tem uma vida confusa, emaranhada com familiares complicados, culpa pelas oportunidades perdidas, um futuro assustador e um passado que parece ser mais um mito do que realidade. Em outras palavras, L.H.Anderson caiu direto no coração e na mente de uma verdadeira adolescente. Geralmente, eu leio livros só após ler resenhas, mas, dessa vez, segui a sugestão da Mari, que nem tinha terminado de ler ainda. Comecei a ler, fui lendo e lendo...e, mesmo estando no recreio, em um ambiente totalmente bagunçado e cheio de barulho e interrupções, não parei de ler. Este livro não é um livro sobre anorexia, apesar de que anorexia é um dos principais sintomas do verdadeiro problema de Lia: aprender a se perdoar por não ser nenhuma das versões que os outros em sua vida (pais, madrasta, médicos, terapeutas, professores, colegas, e sua ex-melhor amiga Cassie) esperam que ela seja. Nem é um livro de auto-ajuda. É um livro de auto-aceitação, ousado e aterrorizante, de tão verdadeiro. Sou uma adolescente que passa por várias das situações que Lia passou, principalmente a pressão por não estar "aproveitando de meu potencial" - segundo alguns. Recomendo este livro para qualquer pessoa acima dos 14 anos...especialmente os pais que necessitem de um lembrete acerca de quão estressante é ter 18 ou 14 anos.



Along for the ride - Sarah Dessen
Trad: A caminho do verão
★★★☆☆
Eu realmente queria falar sobre quão incrível este livro é, mas, infelizmente, eu não acho que posso. Queria ter gostado, realmente queria. Como um livro, é bem decente, mas eu estou ficando tão cansada da fórmula 'Dessen'. A primeira vez foi fofa. E talvez a segunda. Mas insistir nesse roteiro 'amor/segundas chances/finding yourself' está chato. É sempre a mesma: menina que não sabe lidar com sua chata e bagunçada situação familiar, menina encontra menino, menino corrige tudo no mundo da menina, e depois há sempre aquele momento constrangedor muito chato quando você já sabe que Dessengirl & Dessenboy vão ter uma briguinha, mas você também sabe que eles estarão juntos novamente até o final. A história se move rapidamente, que é o que eu sempre gostei na Dessen, mas a sensação é a de que estou lendo a mesma história, uma e outra e outra vez, mas com títulos e persongens de nomes diferentes. Eu gostaria de alguma mudança! Eu amo todos as personagens dela, mas por que é sempre o mesmo esquema? Personagem-sábia, Auden é querida, e eu definitivamente simpatizei com ela. Eli não é tão bem desenvolvido como os demais Dessenboys, mas ele ainda é alguém que você pode começar a gostar de. A situação familiar é tensa, e eu tenho certeza de que eu não era a única realmente querendo surrar o pai de Auden com um taco de beisebol (e que aconteceu para que, de qualquer maneira? Caiu enredo, muito?). Estou feliz por Jake não ter sido usado como a personagem que fica entre Eli e Auden - isso com certeza me deixaria muito mais desanimada com o livro. Eu não sei, eu realmente quero ser entusiasta e dizer-lhe para comprar o livro e lê-lo e amá-lo, mas é sempre a mesma coisa. Pegue qualquer romance Dessen e você vai ter a mesma história com pequenas alterações. Mas pegue, sério, qualquer um! No geral, os livros delas são fantásticos, e toda adolescente deve ler ao menos um. Não me entendam erroneamente: o livro é bom, bem escrito e construído, mas para quem acompanha o trabalho dela há mais tempo, é só mais do mesmo. O desabafo não é uma crítica negativa à obra em si. Eu só queria um pouco mais de originalidade. Eu sei que a Dessen consegue, ela já fez isso antes, me pergunto o porquê de ter caído na rotina. 

Já leram algum destes livros? O que acharam? Alguém tem alguma sugestão literária pra dar?